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MENTE CATIVA Imprimir E-mail
21 de maio de 2010
Marcos Rolim
Jornalista
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É cada vez mais raro se encontrar boas obras nas livrarias dos aeroportos. De um tempo para cá, a maior parte do que costuma ser oferecido nestes espaços são títulos de “auto-ajuda”, literatura esotérica e receitas para enriquecer; uma tristeza, em síntese.
Mas outro dia, encontrei em uma livraria do aeroporto de Confins (MG) uma preciosidade: “Mente Cativa” do polonês Czeslaw Milosz (Novo Século, 2010). O texto foi escrito em 1951, no auge da Guerra Fria, quando o escritor já se encontrava exilado em Paris, e oferece uma análise impressionante a respeito do stalinismo e de suas repercussões na vida cotidiana. Além de sua importância histórica, o trabalho apresenta uma crítica atualíssima às perversões da luta política e revela qual o significado do “apoio” popular recebido pelos regimes totalitários. Algo que pode ajudar bastante a compreender o que ocorre atualmente em Cuba, por exemplo. Na época em que foi escrito, o livro foi abominado tanto à esquerda quanto à direita. A esquerda o denunciou como um “texto a serviço do imperialismo”, claro. A direita, por seu turno, viu no texto uma “simpatia pelos princípios marxistas” já que o autor não elogiava o mercado e mantinha uma visão crítica diante do ocidente.

Milosz escolheu como epígrafe de seu livro a seguinte afirmação: “quando alguém está honestamente 55% do tempo certo, isso é muito bom e não faz sentido discordar. Se alguém está 60% certo, isso é maravilhoso, sinal de boa sorte... Mas o que deve ser inferido sobre estar 75% certo? Os sábios diriam que é algo suspeito. Bem, que tal 100% certo? Quem quer que diga que está 100% certo é um fanático, um criminoso e o pior tipo de crápula”. Acho que isso deveria ser lembrado nos debates políticos, sempre. Como estamos em época eleitoral, fica o conselho: devemos desconfiar dos que estão 100% certos, porque eles estão mentindo. Políticos virtuosos são aqueles que não têm respostas para todos os problemas e que o admitem. São também aqueles que são capazes de reconhecer seus erros e se desculpar por eles.

PS - No Rio de Janeiro, um policial do BOPE – a tropa de elite da Polícia Militar daquele estado – matou o supervisor de supermercado Hélio Barreira Ribeiro, de 46 anos. Ele foi atingido com tiro de fuzil que perfurou seu pulmão quando pregava um toldo no terraço de sua casa, no Andaraí, com uma furadeira. O atirador imaginou que Hélio estava portando uma submetralhadora. O comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, declarou que o policial agiu corretamente e de acordo com o treinamento aplicado aos ‘caveiras’. O governador do Rio “lamentou” o fato. Todos os dias, sempre nas favelas, policiais cariocas matam. Em 11 anos, foram 10 mil civis mortos em ações policiais no RJ, uma média de 2,4 mortos por dia. Quem perguntar aos três principais candidatos à presidência o que eles acham da política de segurança do governador Sérgio Cabral (PMDB), descobrirá duas respostas elogiosas e uma resposta crítica. Quem adivinhar quais são os candidatos que elogiam a política de segurança do Rio de Janeiro concorre a dois prêmios: uma passagem só de ida para Teerã e as obras completas do Senador Agripino Maia (DEM).
 

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Moralidade e formação policial

Polêmica entre Marcos Rolim e Cel. Mendes.
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Documentos Básicos em Direitos Humanos



Declaração Universal dos Direitos Humanos

Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção

Programa Nacional de Direitos Humanos I

Programa Nacional de Direitos Humanos II

Proposta de Constituição Européia

Pacto de San José

II Relatório brasileiro relativo ao Pacto dos Direitos Civis e Políticos de 1966

Protocolo facultativo referente ao pacto internacional sobre os direitos civis e políticos

Estatuto da corte internacional de justiça (Nações Unidas)

Declaração sobre o uso do progresso científico e tecnológico no interesse da paz e em benefício da humanidade

Declaração sobre o direito dos povos à paz

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento

Regras das Nações Unidas para a Proteção dos Menores Privados de Liberdade

Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos

Magna Carta

Declaração dos Direitos da Criança

Declaração de Direitos do Bom Povo de Virgínia

A Lei do habeas corpus de 1679

Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher

Convenção relativa à luta contra as discriminações na esfera do ensino

Convenção para a prevenção e a repressão do crime de genocídio

Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial

Crimes de Guerra e Crimes contra a Humanidade

Convenção da Cruz Vermelha

Declaração Internacional dos Direitos Economicos Sociais e Culturais 1966

Relatorias Nacionais em Direitos Econômicos Sociais e Culturais 2004

Convenção contra a Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Cruéis Desumanos ou Degradantes

Regras mínimas das Nações Unidas para a administração da justiça de menores

Caravanas Nacionais de Direitos Humanos

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