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Contra a drogafobia e o proibicionismo: dissipação, diferença e o curto-circuito da experiência |
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12 de setembro de 2012 |
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Palestra na abertura da conferência que celebra os 58 anos da FIOCRUZ
10 de
setembro de 2012
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SIM, MAS TEM O CÉLIO |
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22 de setembro de 2008 |
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Carta de apoio de Marcos Rolim à candidatura de Célio Golin (PT-13.024)
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MARCELO: UM VOTO DE CARÁTER |
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22 de setembro de 2008 |
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Carta de apoio de Marcos Rolim à candidatura de Marcelo Sgarbossa (PT – 13.123)
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LEMBRANDO MOYSÉS WESTPHALEN, DEFENSOR DOS ÍNDIOS |
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21 de setembro de 2008 |
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Por Rosa Inês Westphalen
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Moysés Westphalen, gaúcho de Cruz Alta - RS, era engenheiro agrônomo, pai de onze filhos , mas sempre encontrou tempo para lutar pela causa indígena.
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TRAGÉDIAS À VISTA |
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23 de setembro de 2006 |
| Jair Fiorin era agente
penitenciário e tinha 32 anos. Foi baleado quando do resgate criminoso
de dois apenados que eram conduzidos a um hospital. Jair não resistiu à
gravidade dos ferimentos. Seus colegas, enlutados, realizaram uma
manifestação silenciosa em frente ao prédio da Secretaria da Justiça. É
o que sabemos pelo que foi divulgado na imprensa.
Vamos, agora, ao que a maioria das pessoas não sabe: Jair Fiorin não
tinha colete à prova de balas para se proteger. Muitos dos agentes
encarregados de escoltas não possuem coletes. Estão, assim, expostos e
desprotegidos em momentos de risco. O Estado é responsável por esta
carência.
O Estado tem realizado milhares de deslocamentos de presos a cada ano,
o que significa alto custo em combustível, manutenção dos veículos,
salário e/ou diárias para os agentes, além do tempo despendido. A
movimentação de presos atende a 3 razões básicas: audiências no Fórum;
atendimentos de saúde e transferências (judiciais ou não judiciais).
Ganharíamos tempo, pouparíamos dinheiro e reduziríamos os riscos de
segurança se os Juizes concedessem audiências coletivas nos presídios;
o que também facilitaria o acompanhamento da realidade prisional.
Quanto à saúde, os deslocamentos são freqüentes porque o Estado tem
sido historicamente negligente e, por isso, não dispõe de recursos de
atenção médica ou odontológica nos presídios. Agravando este quadro, o
governo passado tomou a decisão equivocada de fechar o Hospital
Penitenciário. De lá para cá, a situação só piorou, inclusive pela
superlotação. Presos nem sempre são atendidos nos Hospitais. Por
preconceito, algumas instituições e mesmo profissionais se recusam a
atendê-los ou os tratam mal. Há muitos casos de presos acorrentados em
leitos após cirurgias. Quanto às transferências, uma parte
significativa delas é motivada por razões de ordem disciplinar. Em
outras palavras: pune-se ilegalmente os presos – notadamente aqueles
que denunciam arbitrariedades - afastando-os do contato com seus
familiares e fazendo-os perambular pelo estado. Normalmente, em tais
transferências, sequer o processo (PEC) do preso o acompanha o que faz
com que ele se transforme em uma espécie de “fantasma” no sistema, cuja
realidade jurídica passa a ser virtual. Seu prontuário médico, então,
quase nunca o acompanha. Assim, se ele estiver recebendo remédios por
conta de uma doença grave, será obrigado a interromper o tratamento.
Sem os familiares, os presos desesperam e já não terão acesso sequer ao
papel higiênico. Os presos sofrem, o contribuinte paga a conta e, como
o demonstraram os episódios trágicos recentes, os agentes
penitenciários são expostos a riscos desnecessários. Chegamos aos 20
mil presos no RS. No Presídio Central já são 3.500 pessoas amontoadas
em um espaço onde a terça parte disso já constituiria um abuso. O
governo fala em construir mais vagas e aumentar a lotação do próprio
Central. Caminhamos para construir o nosso Carandiru, sob o silêncio
abobalhado da maioria, contrariando todas as recomendações das Nações
Unidas e as regras do bom senso. Vários indicadores estão mostrando que
o sistema está prestes a explodir. Mas, pelo jeito, não há a menor
chance do Estado brasileiro ter um acesso de lucidez que viabilize uma
reforma inspirada pelo Direito Penal Mínimo. Contemos com a sorte,
então. |
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